quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Arte & vida

Ontem estive a ver um vídeo sobre Paula Rego, Paula Rego Histórias & Segredos, um filme do filho, o cineasta Nick Willing.
Interessantíssimo, especialmente para quem gosta da artista e da sua pintura - eu gosto.
E como diz Ana Sousa Dias, DN, citada na contracapa do DVD: « Depois de ver o filme os quadros de Paula Rego passam a ter um novo significado.» . Concordo!

                                                                            


"Conhecida por ser muito ciosa da sua privacidade, Paula Rego revela-se pela primeira vez neste filme, surpreendendo o seu filho, o cineasta Nick Willing, com histórias e segredos da sua vida excepcional, uma vida de luta contra o fascismo, um mundo da arte misógino e a depressão. Nascida em Portugal, um país sobre o qual o pai lhe disse que não era bom para as mulheres, Rego usou as suas imagens poderosas como uma arma contra a ditadura antes de se estabelecer em Londres, onde continuou a abordar questões sobre a situação da mulher como o direito ao aborto. Mas acima de tudo, as suas pinturas são um vislumbre críptico sobre um mundo íntimo de tragédia pessoal, fantasias perversas e verdades contrangedoras. Nick Willing combina um grande arquivo de filmes caseiros e fotografias de família com entrevistas que percorrem 60 anos de vida e imagens de Rego a trabalhar no seu estúdio. E o resultado é um poderoso retrato pessoal da vida e obra de uma artista cujo legado vai sobreviver ao tempo, ilustrado visualmente em pastel, carvão e tinta a óleo."

(Na contracapa do DVD )
                                                                                                                                                               

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dia de S. Valentim, fora de tempo e de lugar:)


Hino De Amor

Andava um dia
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O bom Jesus,
O Deus Menino.

Eis senão quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do Sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.

Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho,
Corre apressado,
Quebra o encanto,
Foge a serpente,
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
Tão requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
Tão repassado
De gratidão,
De uma alegria,
Uma expansão,
Uma veemência,
Uma expressão,
Uma cadência
Que comovia
O coração!

Jesus caminha
No seu passeio,
E a avezinha
Continuando
No seu gorjeio
Enquanto o via;
De vez em quando
Lá lhe passava
À dianteira,
E mal poisava,
Não afroixava
Nem repetia,
Que redobrava
De melodia!

Assim foi indo
E o foi seguindo.
De tal maneira,
Que noite e dia
Numa palmeira,
Que havia perto
Donde morava
Nosso Senhor
Em pequenino
(Era já certo),
Ela lá estava
A pobre ave
Cantando o hino
Terno e suave
Do seu amor
Ao Salvador!

João de Deus,

Eugénio de Andrade, Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, pág.209

                                                                          

Um postalinho que me deu a minha sobrinha Maria:)


Marcadores - CIV

Já os recebi há tempos ( estes e outros).


                                                                           

Um marcador recortado
Obrigada Rita


Um marcador artesanal em madeira
Obrigada Maria



Um marcador-postal
Obrigada Maria João

domingo, 28 de janeiro de 2018

Nós e os outros


"Sarah Payne, no dia em que nos disse que escrevêssemos sem fazer juízos de valor, lembrou-nos que nunca sabemos, e que nunca saberemos, o que é compreender inteiramente outra pessoa. Parece uma ideia simples, mas à medida que vou ficando mais velha, vejo cada vez mais que ela precisava de nos dizer aquilo. Achamos, achamos sempre[...]"

Elizabeth Strout, O meu nome é Lucy Barton, pág.103

                                                                               


   

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Parabéns Ana!


Que tenhas um dia muito feliz!

                                                                       




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Bom fim-de-semana:)


Crying Time - Willie Nelson e Norah Jones


                                                                             

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Roda Gigante

...é o título do último filme de Woody Allen.
Fui vê-lo ontem e gostei, mas não tem os habituais apontamentos de humor, característicos dos filmes de Woody Allen. Ou tem apenas um ou outro, aqui e ali.

É um filme que não deixa margem para dúvidas: a vida não é um lugar feliz. É um lugar com alguns momentos de felicidade, mas com final infeliz. À Woody Allen!

Gostei...

...embora  eu seja mais positiva!





Roda Gigante em Cascais (Dez. 2015)